JUDÔRIO EM RITMO DE JOGOS OLÍMPICOS
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Rio de Janeiro, 01/08/2008 – O JUDÔRIO continua mostrando a sua força! Desde o dia 23/jul que o JUDÔRIO está no Japão participando do período de aclimatação para os Jogos Olímpicos Beijing 2008
João Gabriel Schlittler (+100kg/UGF) e os demais atletas da equipe olímpica brasileira contam com o apoio dos atletas da equipe júnior, dos quais 3 são do Rio de Janeiro são eles:
Rafaela Lopes (JCREAC)
Raquel Lopes (JCREAC)
Marcos Seixas (UGF).
O JUDÔRIO também está na comissão técnica brasileira:
Ney Wilson Silva (coordenador técnico internacional),
Rosicléia Campos (técnica da equipe feminina),
Roberta Mattar (fisioterapeuta)
Roberta Lima (nutricionista).
A nutricionista Roberta Lima, que acompanha a seleção brasileira de judô desde 2003, está no Japão participando da aclimatação junto com os 13 judocas que irão competir em Pequim. A presença de uma nutricionista na delegação de judô tranqüiliza atletas e confederação, que se preocupam com a alimentação dos atletas às vésperas das Olimpíadas.
"A Roberta tem sido fundamental. A culinária japonesa é um pouco pobre de opções e nutrientes, coisa que para mim que sou peso pesado e perco peso facilmente não é bom. Isso influência no meu desempenho nos treinos", comenta o grandalhão João Gabriel Schlittler, que se esforça para superar a barreira dos 110kg comendo cerca de nove mil calorias por dia.
A carioca, que também os acompanhará em Pequim, possui um objetivo claro: manter os atletas com a energia em alta para os combates olímpicos. A luta começa na balança, já que há peso máximo para cada uma das categorias em disputa.
"Os atletas já sabem que o que mais importa não é bater o peso, e sim de que forma ele está chegando naquele peso. Não interessa estar no peso e estar desidratado, sem reservas energéticas. Ele vai lutar, mas não vai render. E em atletas deste nível, qualquer detalhe faz a diferença", ensina a nutricionista.
"O trabalho tem sido duro. São duas batalhas por dia: o almoço e o jantar. O café da manhã é tranqüilo, pois compro a comida direto no mercado. Mas as grandes refeições eu tenho que negociar com os japoneses e aí vêm as dificuldades! Eles são muito tradicionais e não aceitam bem a mudança do cardápio, tudo tem que ser falado com jeito, e como a culinária japonesa é muito diferente da nossa, são várias mudanças, claro", diz a nutricionista, que não se preocupa apenas com os mais magrinhos da equipe.
"Os japoneses servem porções muito pequenas, principalmente se pensarmos nos nossos pesos pesados. Por conta disto tenho que ficar de olho na suplementação, quando falta alguma coisa, seja proteína, seja carboidrato", completa Roberta.
Dia 5/ago a equipe de apoio retorna ao Brasil e a equipe olímpica segue para Beijing.
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Fonte de pesquisa sobre Roberta Lima no site UOL OLIMPIADAS 2008